quinta-feira, 17 de setembro de 2009

TP3 Unidade 10

A Oficina do TP3 Unidade 10 – Gêneros Textuais do Programa Gestar II proporcionou aos professores um momento de aprendizado significativo.
Realizamos o trabalho de forma dinâmica e interativa diante da dificuldade do cursista em identificar e classificar Gêneros textuais.
Foi muito importante percebermos que professores ainda possuíam saberes em torno da classificação dos gêneros textuais como narrativo descritivo etc. Isso me dá a tranqüilidade de afirmar que o Programa Gestar tem realmente trazido melhoria na qualidade de ensino da escola pública do nosso país.
Fizemos leituras diversas, estudamos o texto de Referência do TP e percebemos a real necessidade de adotarmos a concepção de que nosso desempenho lingüístico se dá por textos. Por isso, apontamos para duas direções: A abordagem do texto na sua dimensão social e cultural o que leva a classificá-lo quanto ao gênero, e assim analisarmos os textos quanto às suas funções culturais e sociais. E A abordagem na dimensão informacional levando-os à classificação de tipos textuais, tema esse que será abordado em mais uma oficina.
Além disso, discutimos e analisamos textos diversos, dessa forma criamos um espaço de troca de ideias e experiências muito significativas para minha história educacional e com certeza para todos os cursistas presentes.
Deu trabalho, mas valeu à pena estudar e realizar essa oficina, ô se valeu!!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Oficina de Projeto

Compareceram todos os cursistas a essa oficina. Segundo depoimentos, a necessidade e curiosidade de aprender a fazer um projeto é muito grande. Como já citamos anteriormente esses professores são muito carentes de pesquisas e estudos, pois residem em cidades onde não possuem faculdades, a Secretaria de Educação pouco oferece e assim eles ficam meio que esquecidos no meio do nordeste baiano.
Vimos algumas metodologias, fizemos estudos de casos, discutimos temáticas e possíveis soluções.
Analisamos e preparamos todo o material sobre projeto. Utilizamos como embasamento teórico os livros de Nilbo Ribeiro Nogueira (Pedagogia de Projetos e Etapas de projeto) e Projeto Pedagógico de Maria Adélia Teixeira, entre outros.
Houve muita participação e as falas a respeito dos “problemas” escolares foram bem interessantes.
Os professores-cursistas na grande maioria lecionam no ensino fundamental de 5ª a 8 ªsérie em escolas de pequeno porte no máximo 400 alunos. A grande queixa (o que não é novidade) é a falta de interesse e de leitura por parte dos alunos. Existe assim a necessidade da elaboração de projetos que busquem alternativas para solucionar tais problemas em comunidades simples, carentes e distantes dos grandes centros urbanos.
Agendamos plantões pedagógicos para juntos continuarmos estudando e buscando alternativas viáveis à realidade encontrada.

Relato da Oficina Introdutória

A Oficina Introdutória do Programa Gestar II foi muito proveitosa, pois, apresentamos o Programa e discutimos as suas ações.
Compareceram a realização dessa oficina 25 cursistas com perfis diversos. São na maioria graduados em letras com especialização na área. Pude observar que a leitura por prazer é pouco utilizada, eles lêem mais por necessidade específica da profissão: livros sobre leitura e produção textual, a gramática e sua utilização em sala de aula, etc.
As cidades onde residem são pequenas têm em média 25 mil habitantes e não têm muitos recursos, a cultura é pouco valorizada, “a vida passa bem devagar”, para conseguirem estudar (fazer faculdade) precisam viajar para cidades maiores.
Os cursistas receberam os cadernos de atividades (TPs) e reconheceram o seu valor para os seus estudos individuais e coletivos.
Durante o desenvolvimento da oficina utilizamos Slides para apresentar o programa e as suas atribuições: a carga horária do curso, os estudos individuais, as oficinas, o projeto a ser realizado e o portfólio.
Foi um momento de integração e socialização de conhecimentos.
Alcançamos o objetivo dessa oficina: apresentar o Programa Gestar para os professores cursistas, fazendo um estudo do Guia Geral para que assim eles possam conhecer de maneira esclarecedora a estrutura do Programa.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Momento reflexivo – Encontro Gestar II

Relato da semana de 03 a 08/08/2009


O segundo encontro de formação do Programa Gestar II/2009 promovido pela Secretaria de Educação do Estado da Bahia, através do Instituto Anísio Teixeira, com os formadores da UNB aconteceu em Salvador de 03 a 08/08/2009.
Vivenciamos uma semana muito leve e proveitosa no Campus da UFBA na Capital baiana.
O reencontro com a nossa formadora da UNB Isabel Ferreira foi muito agradável e de muito aprendizado.
Mais uma vez tivemos uns “probleminhas” que Isabel sabiamente resolveu. Dessa vez foi a falta de comunicação. Iríamos apresentar um seminário com o tema previamente escolhido, mas, por não termos sido avisados a tempo, não foi possível a sua realização como planejado, mas, fizemos apresentações proveitosas de temas orientados pela professora que nos cativou e envolveu a todos desde a 1ª aula. Nos dias seguintes estudamos e apresentamos em grupos as sete formatações das Oficinas que realizaremos até dezembro.
Como sempre Isabel nos trouxe muitas novidades. O Vídeo “Capturar o vento” foi maravilhoso. Uma dinâmica diferente, criativa e muito sensível, que emocionou a todos. Não poderia deixar de falar dos slides da “Quando a Escola é de Vidro”, de Ruth Rocha, das inferências que nos proporcionou, do “Nóis Mudemo” que nos fez repensar sobre a nossa prática e o quanto precisamos estar atento a cada aluno e suas particularidades, e de todo o material de muita qualidade que tivemos acesso.
Socializar conhecimentos é sempre uma experiência muito proveitosa. E com formadores de qualidade nos enriquecemos e ganhamos muito mais. E assim presenciamos uma Educação com mais vida, dinamismo e aprendizado.
Obrigada a você Isabel por nos proporcionar esses momentos.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Saber ver

É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem sabe ver.
Gabriel Garcia Marquez

domingo, 12 de julho de 2009

A Leitura e o Mediador

A quem cabe mediar leitura?


Sueli Bortolin

O termo mediador deriva do latim mediatore, e significa aquele que medeia ou intervém. Em se tratando de leitura, podemos considerar que o mediador do ato de ler é o indivíduo que aproxima o leitor do texto e que facilita esta relação.
Podemos considerar como mediadores de leitura os familiares, os professores, os bibliotecários, os editores, os críticos literários, os redatores, os livreiros e até os amigos que nos emprestam um livro. Porém, os mediadores que mais se destacam são os familiares, os professores e os bibliotecários; portanto, é sobre eles que iremos tecer considerações.
Os familiares deveriam ser os primeiros mediadores de leitura, pois são os primeiros a estabelecer o elo de ligação entre a criança e o mundo; mas, em geral, os pais e demais membros da família não têm a dimensão da influência que podem exercer sobre as crianças no sentido de motivá-las à leitura. E também, infelizmente, nem sempre as condições econômicas do brasileiro permitem a ele a inclusão do livro no orçamento familiar, resultando que a maioria passa toda uma vida sem nunca ter comprado sequer um livro.
E assim, como a família nem sempre tem condições (econômicas e culturais) de cumprir a tarefa de mediadora da leitura, as escolas, de maneira precária ou de forma enriquecida, tentam fazer esta mediação. Portanto, o professor é encarregado compulsoriamente de aproximar o educando da leitura; e é fundamental que ele faça esta mediação, mostrando o texto de maneira prazerosa e não como instrumento de avaliação e tarefa. Para que o leitor, além de se ‘cumpliciar’ com o autor e as personagens, tenha no professor também um cúmplice; isto é, se o professor estiver disposto a compartilhar com ele a leitura/as leituras.
Da mesma forma, esperamos que isto também ocorra com o bibliotecário. Sobre este profissional, Silva (1987, p.5), comenta que: ”[...] percebo como impossível uma revolução qualitativa na área da leitura sem a participação e sem o compromisso dos bibliotecários para com os processos de mudança e transformação.” Possivelmente esta responsabilidade atribuída ao bibliotecário deve-se ao fato do mesmo se encontrar em uma situação privilegiada em relação aos demais mediadores citados, pois mesmo tendo um acervo de pequena quantidade, uma biblioteca pode possibilitar uma diversificação de leitura. Outra prerrogativa que pode ser considerada positiva na atuação do bibliotecário, é que ele, diferentemente do professor, não está atrelado a currículos e avaliações; portanto, tem maior liberdade para propor leituras, dialogar espontaneamente com o leitor, sem que o mesmo se sinta pressionado.
Independentemente de quem seja o mediador, vale salientar que a ele compete “[...] criar soluções próprias ou adaptar experiências alheias, consciente de que o leitor tem uma porta diante de si, em direção à leitura e ao conhecimento” (BARROS, 1995, p.58). Tamanha responsabilidade deve ser interpretada pelos mediadores como um desafio constante, pois o papel que eles desempenham na motivação de leitura pode interferir com maior ou menor profundidade na formação dos leitores de uma coletividade. Esperamos ainda, que os mediadores de leitura facultem aos leitores uma pluralidade de experiências, para que eles percebam a leitura não apenas como aprendizagem escolar, mas como elemento de lazer e satisfação.

REFERÊNCIAS
BARROS, Maria Helena Toledo Costa de. Leitura do adolescente: uma interpretação pelas bibliotecas públicas do Estado de São Paulo – pesquisa trienal. Marília: UNESP, 1995.

SILVA, Ezequiel Theodoro da. O bibliotecário e a formação do leitor. Leitura: teoria & prática, Campinas, v.6, n.10, p.5-10, dez.1987.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Histórias tecidas, saberes escritos...

“Os contos infantis, com suas luzes puras e suaves, fazem nascer e crescer os primeiros pensamentos, os primeiros impulsos do coração. São também contos do lar, porque neles pode-se apreciar a poesia simples e enriquecer-se com sua verdade. E também porque eles duram no lar como herança que se transmite”.


(Jakob e Wilhelm Grimm, 1812).